Operação investiga esquema para furar fila de cirurgias do SUS em Goiás
17/07/2026
(Foto: Reprodução) Operação investiga esquema para furar fila de cirurgias do SUS em Goiás
A Polícia Civil realizou uma operação que investa um esquema para furar a fila de cirurgias no Sistema Único de Saúde em Goiás. Foram nove mandados de busca e apreensão realizados contra pacientes, profissionais de saúde e servidores municipais, suspeitos de facilitar cirurgias no SUS por meio de inserção de dados falsos no sistema de regulação de Goiânia e de outros municípios.
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Os mandados de busca e apreensão foram realizados nesta sexta-feira (17). Os nomes dos suspeitos não foram divulgados e, por isso, o g1 não obteve contato da defesa para um posicionamento. A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) informou, por meio de nota, que não há servidores do órgão, nem sistemas estaduais de regulação entre os investigados e que a Gerência de Ações Estratégicas da Polícia Civil de Goiás, que funciona na sede da SES, prestou apoio às investigações (veja a nota completa ao final da reportagem).
A polícia apreendeu documentos e aparelhos celulares dos pacientes beneficiados e dos servidores suspeitos de inserir os dados falsos. O objetivo é identificar se há participação de outras pessoas no esquema.
Segundo a investigação, cinco pacientes de Caiapônia, na região oeste de Goiás, são suspeito de burlar a fila do SUS e conseguir realizar cirurgias eletivas como fossem emergenciais. A investigação aponta que o esquema consistia em inserir dados falsos por municípios diferentes das residências dos pacientes.
Operação investiga esquema para furar fila de cirurgias do SUS em Goiás
Divulgação/Polícia Civil
O delegado responsável pelas investigações, Ramon Queiroz, explicou que alguns dos pacientes tiveram a cirurgia emergencial nega e foram classificados em um grupo de cirurgias eletivas. Mas, depois, foram regulados em outros municípios como sendo cirurgias emergenciais. Queiroz esclareceu ainda que esses pacientes não pagaram nenhum valor para que as cirurgas fossem classificadas como emergenciais.
"Possivelmente, até agora, a polícia entende que eles conseguiam isso simplesmente através de um apoio político. Procuravam algum político que conseguia, então, burlar esse sistema", afirmou ao g1. O investigador esclareceu que esses políticos ainda não foram identificados.
Segundo o delegado, os mandados cumpridos em Goiânia e em Brazabrantes foram em desfavor de pessoas que efetivamente participaram, direta ou indiretamente, da regulação desses pacientes de Caiapônia.
NOTA DA SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE
A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) esclarece que a operação deflagrada nesta sexta-feira (17) pela Polícia Civil de Goiás investiga supostas fraudes relacionadas à inserção de dados em sistemas municipais de regulação da saúde, envolvendo pacientes e servidores municipais.
A pasta informa que não há servidores da Secretaria de Estado da Saúde nem sistemas estaduais de regulação entre os investigados.
Esclarece, ainda, que a Gerência de Ações Estratégicas da Polícia Civil de Goiás, que funciona na sede da SES, prestou apoio às investigações conduzidas pela corporação.
A pasta ressalta que atua de forma permanente em cooperação com os órgãos de controle e de segurança pública no enfrentamento a fraudes e irregularidades que possam comprometer o acesso da população aos serviços de saúde.